Por que as crianças pequenas dão tanto trabalho pra comer?

Por que as crianças pequenas dão tanto trabalho pra comer?

Se você já tentou alimentar uma criança de 2-3 anos, você sabe exatamente porque eu faço essa pergunta. Levanta toda hora, fala eca pros “verdinhos”, pula refeições, quer guloseimas fora de hora. Ufa! E a introdução alimentar que parecia difícil não é mesmo?

É nessa hora que muitos pais e cuidadores se perdem na condução da alimentação infantil. E o resultado é uma criança que come cada vez menos, pula refeições, troca refeições principais por beliscos e diminui consideravelmente a variedade de alimentos que consome.

Saber alimentar uma criança não é uma habilidade que nasce com a maternidade. A mãe aprende a alimentar em um processo recíproco, através de consecutivas interações com a criança no momento da refeição.

Aline Padovani

O que todos desconsideram é que não é apenas a criança que está aprendendo a comer. O instinto materno é um dos maiores fardos que a mulher mãe carrega e, ao contrário do que se pensa, alimentar uma criança em desenvolvimento não é fácil, tampouco intuitivo. 

E é fato que grande parte da responsabilidade de alimentar uma criança recai sobre a mãe. Mas assim como os bebês não nascem sabendo comer, as mães também não nascem sabendo alimentar. A aprendizagem é recíproca!!! E a sociedade como um todo tem o seu papel.

O modelo tradicional de alimentação infantil cultiva a mentalidade do comer como uma atividade de vida diária que desconsidera o enorme papel socioemocional que a comida desempenha em nossas vidas, além de reforçar um paradigma de que a criança tem que “comer tudo e de tudo para crescer”. 

Ele come bem?

O paradigma do “comer bem é comer muito”, tão presente na nossa cultura e sociedade acaba por minar a confiança da mãe e estabelecer critérios e expectativas sobre o comer da criança. Infelizmente esse paradigma ACABA com toda a possibilidade das crianças desenvolverem habilidades extremamente necessárias para manter sua capacidade de autorregulação inata e todo o conforto e segurança que gera PRAZER e VONTADE de comer. Bem, o resultado você já sabe: barganhas, choro, birra, negociações intermináveis…

Como resultado, temos cada vez mais recebido crianças com dificuldade alimentar em nossos consultórios. Pediatras, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais têm visto um crescente número de crianças ansiosas, que recusam um grande número de alimentos em todas as refeições. Parte dessas crianças tem problemas orgânicos, gastrointestinais, sensoriais, motores. Outra grande parte tem um problema enorme de COMUNICAÇÃO. 

O aconselhamento inadequado pode piorar a seletividade alimentar

E se você pensa que esse problema é apenas dos pais, sinto lhe dizer: NÃO É! Esse problema é de todas as pessoas que convivem com a criança, incluindo profissionais da SAÚDE e EDUCAÇÃO. Sim, porque pais MAL ORIENTADOS tomam DECISÕES RUINS na condução da alimentação da criança. Muitas vezes, querendo ajudar, o profissional pode PIORAR uma dificuldade alimentar.

Foi pensando em todas essas questões que eu resolvi aprofundar meus estudos em disciplina positiva com foco na alimentação infantil. Não só por constatar, no consultório, que pais e cuidadores estavam perdidos na educação alimentar das crianças, como também os profissionais pelos quais eles haviam passado tinham dado orientações CONTRAPRODUCENTES que muitas vezes PIORAVAM os problemas, gerando mais disputas de poder, estresse e birras. 

Aperfeiçoe seus conhecimentos sobre seletividade alimentar na infância

O curso Disciplina Positiva na Alimentação Infantil é um convite para que você possa ampliar o que você entende sobre o desenvolvimento da alimentação, entender os principais desafios envolvidos na educação alimentar das crianças pequenas e ter estratégias simples de COMUNICAÇÃO baseados nas teorias que sustentam a DISCIPLINA POSITIVA e que podem ajudar a recuperar o PRAZER da criança em COMER.

Estou contente em dividir tudo o que estudei com você!

E aí, você vem comigo?

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Com amor,

Aline Padovani

Fonoaudióloga, Mestre em Ciências e Educadora Parental em Disciplina Positiva

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