Meu filho fala "Eca"!

A princípio, todos nós podemos rejeitar qualquer tipo de alimento que não seja identificável como seguro (você comeria um besourinho frito sem antes pensar bem direitinho sobre o assunto?).
A criança, de fato, teve muito menos experiências com diferentes alimentos do que a grande maioria de nós, adultos – e por isso pode ficar desconfiada quando lhe é apresentado algo que não consegue reconhecer/identificar como seguro.
O como essa “suspeita” é encarada pelos pais pode das duas, uma: ou ajudar a criança a superar o desafio, ou tornar aquele momento tão angustiante a ponto dela generalizar o medo e a angústia para outros alimentos também. .
Daí a importância de não somente oferecer variedade, mas realmente se sentir tranquilo e respeitar quando a criança não tiver interesse em comer algo que foi colocado a mesa.
Todos nós temos nossas preferências alimentares e tempo de exposição necessários para criar coragem para experimentar. .
Para alguns alimentos, não sentiremos coragem nunca rs E tudo bem, a gente precisa comer variado, mas não precisa comer absolutamente todos os alimentos que existem no mundo. .
Um outro ponto que eu queria tocar é que muitas vezes a gente considera “novo” algo que simplesmente não fazia parte da rotina da criança. Mas esse “novo” pode ser em relação à textura, à forma, aparência, cheiro, viscosidade, se está junto ou misturado com alguma outra coisa, ou até mesmo situações novas, como cozinhar de um jeito ou tempero diferente do que estava habituado!
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Sobre a autora

Aline Padovani é docente, escritora e palestrante, fonoaudióloga de formação, com graduação e mestrado pela FMUSP/SP e Educadora Parental pela Discipline Positive Association.

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