Alimentação saudável nas férias de verão

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Férias. Ahhhh férias. Aquela hora que sai tudo do controle, a bolha estoura e o bicho pega. Se vc se achava a diferentona porque seu filho não comia besteira nenhuma…. esquece, amor. Ele não é mais um bebê e tá cheio de quereres e não quereres. E ai de vc se não der autonomia.
É o amigo que dá biscoito, a prima que dá chiclete, o fulano que dá pirulito e o ciclano que diz “mas o quê que tem?”. Quê que tem que dá trabalho, né gente. Mas a gente não mora numa bolha.
O drama começa na parada, na estrada, com aquele monte de açúcar que rodopia entre os brinquedos na loja de conveniência. Fico pensando como é injusto culpar os pais. Culpa os pais porque tá obeso. Culpa os pais porque não sabe controlar o filho que dá birra querendo a porcaria que tá na fuça dele. Culpa os pais e a indústria do açúcar samba na nossa cara.
Mas aí, minha gente, não pode proibir. Porque o proibido é muito mais gostoso (já esqueceram, é? rs). Então a gente rebola. Diz que a moça da loja não deixa levar, que depois a gente volta, que aquela embalagem colorida nem é de comer. Dá um e esconde o resto, diz que acabou.
“Quer papá, Nini?”
“Não, qué bissoitos”
“Agora não é hora de biscoito, é hora de papá comidinha. Vai viver de biscoito agora?”
Diz que sim com a cabeça. E completa: “E choiate”. rsrs
E fez BLW. Terminou a IA com ParticipATIVA. E comeu açúcar só depois dos dois anos.
Mas não vivemos numa bolha.
A vida real existe e fazer da alimentação algo leve, que não seja impositivo, mas que seja divertido, gostoso, que satisfaça todos os sentidos, incluindo o emocional, é preciso. É difícil bagarai. Eu erro todos os dias, mas reflito. Me sinto culpada, mas sabe? Faz parte. A culpa tb faz a gente repensar e tentar agir melhor em uma próxima vez.
São nossos novos desafios.
Um prato, um contexto: criança com fome, eu esquentando a comida, meu pai comendo um chocolate bem na hora em que entramos na cozinha.
“Quééé choiaaaate”
Taí. Comeu o ovo, o chocolate, a cenoura, o frango, o arroz. Nessa ordem. Saiu felizão e foi curtir a tarde na piscina.
Férias. Ahhhh, férias. Nunca mais serão as mesmas depois dos filhos.


 
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seu filho (5)

Sobre a autora

Aline Padovani é docente, escritora e palestrante, fonoaudióloga de formação, com graduação e mestrado pela FMUSP/SP e Educadora Parental pela Discipline Positive Association.

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